Ela respondeu a uma pequena entrevista que foi feita com ela, acompanhe!
- Clara Elisabeth, 18 anos.
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1 – O que levou você a tomar a
decisão de fazer a transição? E por quanto tempo durou essa transição?
Muitas coisas me levaram a não querer mais alisar o cabelo. Resumidamente, meu amadurecimento como pessoa me fez ser menos influenciável e insegura do que era antes. Aos poucos, fui perdendo a necessidade de ser aceita e de deixar que as opiniões dos outros influenciassem minhas decisões. E também uma fase de autoconhecimento: muitas pessoas diziam que cabelo afro não combinava comigo, mas elas não perguntavam o que eu achava. Durante muito tempo, pensei que, por ter pele clara, eu deveria aparentar mais traços brancos... Depois percebi que tanto fisicamente quanto social e culturalmente sou muito mais próxima do negro. É meio confusa uma definição étnica precisa no Brasil, então acho que o importante é você saber quem você é de verdade. E EU sou esse cabelo afro.
Minha transição foi rápida. Eu tinha cinco meses sem alisar, mas até o terceiro mês, eu ainda mantinha o cabelo com escova. A partir daí, decidi não fazer mais nada, pra entrar de verdade na transição. Então acho que a transição de verdade foram dois meses. Eu não tinha muita paciência e aproveitei a oportunidade pra usar o cabelo bem curto.
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| Antes e Depois do BC |
2-
Como se sentiu após o BC?
Lembro-me como se fosse hoje,
fiquei me achando depois do BC. Queria até andar mais devagar para as pessoas
me verem mais (risos).
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| 2 Meses após o BC |
3 – Inspirou-se em alguém para
assumir os cachinhos?
Não me lembro de um alguém específico, mas me inspirei em milhares de guerreiras cacheadas e, principalmente, crespas (o crespo é bem menos aceito que o cacheado, ainda) que assumem seu cabelo e sua cultura a cada dia e em todo lugar que vão.
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| 9 meses após o BC |
4 – Depois que assumiu os
cachinhos, se sente mais segura?
E como! Mesmo com algumas piadas de mau gosto de pessoas que têm dificuldades de lidar com a diversidade, nunca deixei que abalassem minha autoconfiança. É difícil, mas quando a mudança é de dentro para fora é mais fácil. No final, até quem torce o bico no começo, dá o braço a torcer depois (meu pai, acreditem, fazia piadas com meu cabelo – que além de crespo, era “joãzinho”; agora, mesmo que ele não goste, sabe que eu me sinto bem com esse cabelo e não vou mudar, ou seja, ele viu que daqueles comentários já não iriam funcionar...)
5 – Deixe uma mensagem de Inspiração!
E como! Mesmo com algumas piadas de mau gosto de pessoas que têm dificuldades de lidar com a diversidade, nunca deixei que abalassem minha autoconfiança. É difícil, mas quando a mudança é de dentro para fora é mais fácil. No final, até quem torce o bico no começo, dá o braço a torcer depois (meu pai, acreditem, fazia piadas com meu cabelo – que além de crespo, era “joãzinho”; agora, mesmo que ele não goste, sabe que eu me sinto bem com esse cabelo e não vou mudar, ou seja, ele viu que daqueles comentários já não iriam funcionar...)
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| 11 meses após o BC |
5 – Deixe uma mensagem de Inspiração!
Primeiramente, acho que quem quer assumir o cabelo natural tem que saber por que realmente quer aquilo pra não se arrepender depois. NUNCA faça o BC esperando que seu cabelo fique igual ao de outra pessoa. E nem por que está na moda. Aí é sair de uma imposição e entrar em outra. Seja você. Pode parecer clichê, mas ainda acho que são as diferenças que nos fazem especiais.
Abraços, sejam fortes e tamo junto!
Parabéns Clarinha, admiro muita a sua auto confiança e a sua força de vontade. Tenho certeza que a sua história vai, inspirar muitas pessoas!
Com Carinho, Andressa! ♥







2 comentários
Awn linda!*-* Obrigada, Beijos!
ResponderExcluirEu que agradeço, pela disponibilidade e pela carisma! Lindona :)
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